sábado, 12 de novembro de 2011
A gente se esquece, o que a gente tem que lembrar. E a gente se lembra daquilo que nos faz cegar.
Era paz, sabiam, os outros achavam que eles não sabiam, mas eles sabiam, porque as pessoas acham que sentir é não saber, eles sentiam, eles sabiam, era paz, paz que não acabava mais, eles sentiam tanto, que os outros encaravam aquilo como um não sentir, como um não saber, como um não isso um não aquilo. Os outros achavam tanta coisa. E eles também. Mas não é que eles talvez tenham algo em comum. Eles se enfeitavam, os outros também, meio diferente, mas se enfeitavam. Eles sabiam que havia um deus, mesmo que não fosse um deus, os outros sabia que havia um deus, sabiam e sabiam, e queriam que ELES soubessem também. Mas o jeito de mostrar que eles tinham que saber não foi nem um pouco legal, nem um pouco PAZ. Nem um pouco. Mas também quando que ser forçado a acreditar em alguma coisa é legal? Então os outros chegaram. Os outros achando que eram mais muito mais do que meros outros, achando que estavam descobrindo. Coitadinhos, podiam ser um pouco realistas consigo mesmos. Mas então foram matando aos poucos, a paz, a cultura, a vida tão tranquila, foram matando, matando e muito. Mataram tanto mas tanto mas tanto que hoje estamos aqui, vivendo achando que tudo é nosso, esses brancos tolinhos...Isso não é de branco nem de índio. Isso é da Terra. Isso é a Terra. Pronto. Pra quê um dono. Poxa. Pra quê se amarrar. Já disse, quanto mais a gente tem que se libertar mais a gente de amarra, se prende. Não há nada de mais em questionar, beija-flor.
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